“Pedestre” exposição individual, GAIA Galeria de Arte Instituto de Artes

30 april 03 mai

30. april 03. mai, série fotográfica e livro. As fotografias registram os sistemas de segurança provisórios contra depredações do patrimônio privado, durante as manifestações e festas populares do dia do trabalhador em Kreuzberg Berlim no ano de 2013. projeto

 

Pedestre Thiago Bortolozzo

Na exposição individual Pedestre o artista Thiago Bortolozzo desenvolve trabalhos em diversas áreas da visualidade, tais como fotografia, escultura, instalação, aquarelas e publicações, que levantam questões que envolvem a construção do espaço urbano suas formas de representação e linguagem.

A exposição discute os modos como nos relacionamos com a metrópole, seu processo de construção, sua paisagem e outros fenômenos urbanos. Pedestre diz respeito a condição do transeunte, do passante, daquele que vive e caminha sobre o espaço urbano como, ainda sendo, um espaço público de convivência e troca.

A exposição apresenta duas vertentes de trabalhos: Construção, que está ligada aos tensionamentos da arquitetura moderna e arquitetura popular e Paisagem que levanta questões sobre os modos de como nos inserimos na paisagem urbana e no espaço público.

A exposição é organizada seguindo poéticas e processo artísticos que derivam da vivência da cidade em seu aspecto urbano, público e arquitetural, nos contextos das cidades de São Paulo, Campinas e Berlim na Alemanha.

Thiago Bortolozzo finaliza atualmente o Mestrado em Artes Visuais na UNICAMP, formou-se em Licenciatura com habilitação Artes Plásticas na USP, estudou em Berlim na UDK (Universität der Kunst) e na Weissensee School of Art (Alemanha). O artista realizou diversas exposições pela Europa e no Brasil participou da 26ª Bienal de São Paulo (2004); Geração da virada 10+1: os anos recentes da arte brasileira no Instituto Tomie Ohtake; Gedankenstrich: Coleção Finstral, Alemanha (2012); Virada Cultural (2007); MAM 60 na Oca (2008), Red Bull Station (2015), Centro Cultural São Paulo (2014) e atualmente expõe no Museu da Cidade em Campinas.

Exposição Pedestre de 21 Novembro a 15 Dezembro GAIA Galeria de Arte Instituto de Artes, Cidade Universitária ao lado da Biblioteca Central, Campinas.

Apoio:a especialista

 

Arte em campinas

Trailers, impressão fine art canson 180 grm. 66×100, Ed. 2017

 

O artista visual, a contemporaneidade e a paisagem. 

Breve comentário sobre a exposição de Thiago Bortolozzo

Nesta exposição, o artista visual Thiago Bortolozzo nos apresenta suas formas de pensar sobre a arte e sobre a paisagem urbana. Como protagonista ele nos conduz à percepção das relações que vem sendo construidas por um grupo de artistas contemporâneos, cada vez mais crescente mundo afora, interessados na condição do contato direto com as camadas da cidade atual; contato este instituido a partir dos ruídos tanto quanto dos silêncios que se operam diretamente por sobre nossa condição como espectadores, interatores, transeuntes ou cidadãos.

Este tipo de artista já existe há algum tempo, mas se há algo de distinto em sua presença hoje é que ele se revigora ante a megalópole e insurge como imagem/corpo/voz que faz replicar o interesse por uma atuação conduzida de modo sempre justaposto no campo das práticas artísticas contemporâneas. Esta justaposição é uma das qualidades que podemos constatar no trabalho de Bortolozzo e no conjunto criado por ele para esta exposição na Galeria do Instituto de Artes da UNICAMP.

No conhecido ensaio intitualdo “A escultura no campo ampliado” (1979), Krauss nos adeverte sobre a práxis artística na contemporaneidade e nos chama a atenção para a constatação de que os meios de expressão_ antes muito individuados_ deixam de responder à complexidade dos projetos atuais produzindo a demanda, sentida naquele momento, pela ampliação do campo artístico. Assim, os códigos artísticos são estipulados a partir de outro espectro, por meio de operações lógicas que englobam, coadunam, recombinam e revisam as linguagens conhecidas e praticadas.

Os registros tanto quanto as construções e ações trazidas por Bortolozzo para essa mostra atestam este grau de complexidade produzido em sua experiência como sujeito que vive densamente a relação com a paisagem dos grandes centros urbanos. A mêcanica ou a artesania constitutiva dos trabalhos apresentados opera diálogos entre as camadas de urbanidade e as linguagens da arte e, assim termina por reforçar o tom de sua urgência.

Profa dra Sylvia Furegatti

Outubro.2017

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